Dono de clínica para drogados traficava
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13:20:00
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Uma clínica clandestina para reabilitação de dependentes químicos, interditada desde dezembro do ano passado pela Vigilância Sanitária, é suspeita de estar ligada ao tráfico internacional de drogas sintéticas, segundo informações da Polícia Federal (PF). Um dos proprietários da clínica, que fica localizada em Itumbiara, a 211 km da Capital, figura entre os supostos integrantes da quadrilha desarticulada na operação “Bad Trip”.
De acordo com informações da Polícia Civil (PC), um dos proprietários da clínica para tratamento de dependentes químicos Comunidade Terapêutica Águia, localizada na Rua Quirinópolis, no Bairro Nova Aurora, em Itumbiara, foi preso pela operação “Bad Trip”, deflagrada pela PF, na quinta-feira, 18. A PF cumpriu seu mandado de prisão, e de outros sete envolvidos, em diferentes Estados. A operação teve por objetivo combater o tráfico internacional de drogas sintéticas e produtos químicos utilizados na fabricação das drogas. A unidade de recuperação foi interditada pela Vigilância Sanitária por atuar sem alvará de funcionamento e por não apresentar condições higiênicas e sanitárias adequadas, bem como infraestrutura para o tratamento de dependentes químicos, em dezembro do ano passado. No local, a PC colheu informações dos 12 dependentes químicos internados e foi necessário abrir inquérito para apurar as denúncias de maus-tratos e irregularidades na administração do tratamento. De acordo com a Vigilância Sanitária de Itumbiara, a comunidade terapêutica ainda não regularizou sua situação frente ao órgão.
O delegado de polícia do município, Lucas Santos Finholdt, foi procurado pela redação do Diário da Manhã para falar sobre as investigações que associam a unidade de tratamento ao tráfico internacional de drogas, ou ainda, sobre a prisão de um dos proprietários da unidade na operação da PF. Mas ele informou que não podia dar informações sobre o caso, uma vez que ainda não havia sido notificado oficialmente. Como foi noticiado na edição de ontem, a quadrilha já vinha sendo investigada há pouco mais de um ano. Ela comprava de forma clandestina e ilegal a ergotamina (substância química utilizada na fabricação das drogas sintéticas), no Paraguai, onde não há controle rígido de sua venda, e a transportava por terra passando-a ilegalmente pela fronteira. No Brasil, contratavam pessoas para levar a substância para a Europa, mais comumente Amsterdã, na Holanda, onde eram confeccionadas as drogas sintéticas (ecstasy e LSD) e enviadas ao Brasil, para serem comercializadas em bares, boates e em academias de ginástica de diversos Estados, incluindo Goiás.
De acordo com a PF, Eduardo Bento Kalil, de 30 anos, é um dos proprietários do centro terapêutico clandestino de Itumbiara. Ele já havia sido preso, em 2008, no Mato Grosso, com cocaína vinda de países vizinhos e responde por falsificação de medicamentos. (J. Munduruca)

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