‘Operação Yellow’ prende 8 pessoas suspeitas de sonegação fiscal em SP

MG MOREIRA
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O Gaeco, Grupo de Repressão e Combate ao Crime Organizado, divulgou durante entrevista coletiva no Ministério Público em São Paulo, o balanço da “Operação Yellow”, realizada na capital e nas cidades de Bauru (SP) e Osasco. Oito pessoas foram presas, entre elas três fiscais da fazenda estadual, quatro empresários e um advogado. Outros dois empresários estão foragidos. Eles são suspeitos de participar de um esquema de fraude e sonegação fiscal que teriam desviado R$ 2,7 bilhões dos cofres públicos.
a Polícia preendeu notas internacionais e barras de ouro

 De acordo com investigações da promotoria, os funcionários públicos teriam recebido R$ 500 mil em propinas. Ainda segundo o Gaeco, a quadrilha criava empresas de fachada no Uruguai e os suspeitos simulavam operações de compra e venda para obter créditos de ICMS. Os impostos, que deveriam ser pagos, acabavam transferidos para as empresas de fachada.

A promotoria também pediu o bloqueio dos bens dos materiais dos envolvidos. “A Justiça do estado de São Paulo decretou a disponibilidade também de todos os bens imóveis complexos industriais, contas bancárias, iates, aviões enfim, de toda a estrutura mobiliária e imobiliária desse grupo empresarial”, ressalta Neander Sanches, promotor do Gaeco.
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Apreensões
Foram expedidos 20 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de prisão para serem cumpridos. Na capital, foram apreendidos documentos em um prédio, na região da Avenida Paulista.

Em outro local, os agentes aprendidos R$320 mil, US$ 10 mil, 7300 Euros e 930 libras e 7barras de ouro. No total, R$ 420 mil reais e US$ 250 mil foram apreendidos com os suspeitos. O grupo de atuação especial de combate ao crime organizado investigava havia dois anos, a quadrilha que cometia fraudes para sonegar impostos. Um dos alvos é uma empresa que processa soja, com sede na Vila Independência em Bauru.

“Na empresa cumprimos mandados de busca e apreensão de objetos como documentos e material de informática”, destacou o sargento Djalma Andrade. Em nota, assessoria de comunicação da empresa informou que medidas judiciais estão sendo tomadas para reverter a decisão da Justiça e provar, através de documentação anexada aos autos, que a empresa não tem nenhum envolvimento com as fraudes fiscais investigadas pelo Ministério Público.

Os policiais militares acompanharam a operação que teve apoio da Secretaria Estadual da Fazenda. Agentes também estiveram em condomínios de luxo da zona sul de Bauru, em busca de informações sobre supostos integrantes da quadrilha. A Operação Yellow contou com a participação de 60 agentes fiscais de rendas da Secretaria da Fazenda e 33 promotores de Justiça do Gaeco, além de policiais. A fraude, segundo a Secretaria, foi descoberta por fiscais da Delegacia Regional Tributária de Bauru.

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