As geadas voltaram a atingir ontem o Paraná, sul de Mato Grosso do Sul e algumas regiões isoladas do oeste paulista (Presidente Prudente e Rancharia).
No Paraná, praticamente todas as culturas foram afetadas, principalmente trigo e café, afirmou Marco Antonio dos Santos, da Somar Meteorologia.
No sul de Mato Grosso do Sul, a cana-de-açúcar e uma pequena área de milho foram castigadas. Em São Paulo, a cana foi prejudicada em áreas isoladas. A Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) informou que ainda não registrou problema de desabastecimento de hortaliças, mas um diagnóstico mais preciso deverá ser divulgado hoje.
"A intensidade dessa geada foi menor se comparada com ontem [quarta-feira], mas como a planta já vinha de um stress térmico muito grande, as perdas só se agravaram", disse Santos. Ele ressalta que ainda é cedo para detalhar os prejuízos, mas como houve geadas generalizadas nas duas últimas madrugadas, "é certo que várias usinas e produtores terão perdas em seus canaviais".
Embora as temperaturas baixas possam ser um fator positivo para o acúmulo de açúcar pela cana, o excesso de chuvas nesta semana pode provocar uma redução nos índices de ATR (Açúcar Total Recuperável) nas lavouras paulistas e mineiras.
No caso do café, novamente as regiões mais afetadas no Paraná foram o norte e pequena parte do noroeste, que não são os maiores produtores do grão no Estado, segundo Paulo Franzini, coordenador do setor de café do Departamento de Economia Rural (Deral). Mas, na avaliação de Franzini, a geada de ontem pode ter agravado a situação da cultura. Um melhor diagnóstico dos estragos poderá ser divulgado no fim da próxima semana. Porém, os maiores danos só vão ser mensurados na próxima safra.
O Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) informou que a massa de ar polar que atinge o Estado começa a perder força, mas permanece o risco de geadas de fraca a média intensidade em toda a região cafeeira paranaense nesta sexta-feira.
Fonte: Avicultura Industrial
Veja TambémFrio pesa no bolso :: Geadas dos últimos dias causam prejuízos nas lavouras do Paraná. Plantações de milho e hortaliças foram as mais afetadas. 80% do trigo está em fase de risco.Milho ameaçado :: Clima ameaça o milho safrinha em Mato Grosso e no Paraná, diz especialista do Instituto Nacional de Meteorologia.Fechamento de mercados :: Na Bolsa de Chicago (EUA), soja registra baixa e milho sobre. No Brasil, Ibovespa fecha com otimismo e alta. Dólar cai.Colheitas no Brasil :: Safra da soja está praticamente completa e a do milho em 70%.Preço do milho recua até 13% em junho :: Estoque longo, clima favorável à safrinha e redução de cotações em Chicago pressionam o grão.
Embora as temperaturas baixas possam ser um fator positivo para o acúmulo de açúcar pela cana, o excesso de chuvas nesta semana pode provocar uma redução nos índices de ATR (Açúcar Total Recuperável) nas lavouras paulistas e mineiras.
No caso do café, novamente as regiões mais afetadas no Paraná foram o norte e pequena parte do noroeste, que não são os maiores produtores do grão no Estado, segundo Paulo Franzini, coordenador do setor de café do Departamento de Economia Rural (Deral). Mas, na avaliação de Franzini, a geada de ontem pode ter agravado a situação da cultura. Um melhor diagnóstico dos estragos poderá ser divulgado no fim da próxima semana. Porém, os maiores danos só vão ser mensurados na próxima safra.
O Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) informou que a massa de ar polar que atinge o Estado começa a perder força, mas permanece o risco de geadas de fraca a média intensidade em toda a região cafeeira paranaense nesta sexta-feira.
Fonte: Avicultura Industrial
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