Matadouro ilegal fornece carne aos açougues de Tocantínia

MG MOREIRA
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O Matadouro Público Municipal da cidade de Tocantínia (TO), a 80 km de Palmas, foi fechado em 2009 porque a fossa séptica entupia constantemente. Apesar de o prédio ficar com as portas destrancadas, a parte interna não foi mais utilizada depois da interdição. Mas a parte extena do matadouro continua sendo usada para abater animais clandestinamente.

A carne abatida era transportada em uma carrocinha improvisada, sem refrigeração e sem nenhuma higiene. A menos de 100 metros do fundo do matadouro, os restos dos animais abatidos ilegalmente, são jogados a céu aberto.

O açougueiro Eurico Pereira conta que recebe R$ 30 por cabeça para fazer o abate e o corte da carne. "Eu só faço é matar", conta Pereira. Ele raramente usa avental e diz que não usa nem luvas e nem máscara para trabalhar. Quem paga pelo serviço são os donos de açougue da região.

Maria Zélia Sales é funcionária pública e mora ao lado do matadouro. Ela diz que é comum as pessoas fazerem o abate naquela área, com a alegação de que o matadouro é público, da prefeitura. "Eles não falam nada, vão lá e mata só, não conversam nada comigo". Maria conta também que aproveita as sobras dos animais abatidos para alimentar os porcos.

O quilo da carne em Tocantínia custa em média R$ 14, independente do corte. As carnes ficam expostas sem nenhuma proteção nos açougues e os comerciantes negam irregularidades na compra da mercadoria. Apesar disso, nenhum dos donos de açougue tinham as notas fiscais de compra das carnes.

fonte: G1

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