O retorno às aulas se aproxima e com ele a movimentação de pais nas papelarias para aquisição do material escolar dos filhos. Parcela deles mostra-se preocupada e diligente para não deixar as comprar para última hora, seguindo a orientação dos órgãos de defesa do consumidor, o Procon. De acordo com o Procon, a preocupação inicial que os pais e responsáveis devem ter é quanto à pesquisa de preços, que pode trazer economia de 30 a 40% de um estabelecimento para outro. Segundo Francisco Rezende, da Assessoria de Fiscalização do Procon, outra orientação é não levar as crianças nas compras, já que “o fascínio e o fator emocional despertado nelas irá inadvertidamente fazer com que adquiram artigos e objetos que na maioria das vezes não há necessidade”. Rezende pede ainda que os pais fiquem atentos às listas elaboradas pelas escolas acerca de material didático e de expediente de uso coletivo, como os de higiene e limpeza para não haver excessos; e também alerta sobre a importância do pedido da Nota Fiscal no ato da compra. “É ela que sempre irá garantir o direito do consumidor numa eventual troca ou devolução perante o fornecedor da mercadoria”, explica. O assessor do Procon busca também orientar os pais sobre a validade dos produtos que, assim como os do gênero alimentício, tem prazo máximo para consumo. “Ao contrário, todo produto ou bem tem prazo de validade, principalmente os que têm destinação para as crianças”, observa, citando os casos de cola bastão, canetinhas e outros. Para informações ou denúncias, basta ligar para 151 e 3218-2340. Pesquisar sempre Rosemar Santana Mendes, dona de casa, é mãe de uma garota de 14 anos e de um menino de oito anos. Segundo ela, apesar das compras do meio do ano serem menores do que a do início do período letivo, ela não deixa de fazer um levantamento de preços na hora de repor o material didático dos filhos no segundo semestre. “Sou consumidora que pesquisa mesmo, seja no começo do ano ou na compra só para completar o material, como faço agora”, assegura. A mãe de família destaca que com a procura antecipada é possível, em razão da concorrência no mercado, encontrar diferença de preços significativa. “Se os outros também fizerem isso quem ganha somos todos nós, já que a tendência dos preços de quem estiver vendendo mais caro é baixar”, ensina. Andreia Camargo também visitou papelarias e livrarias para encontrar os preços que melhor e conviesse para complementar o material escolar dos três filhos, um menino de 11 e duas meninas de seis e 15 anos. Para a mãe, que não mede esforços para economizar, não é difícil se deparar com descontos e promoções de 50% ou mais. “É preciso pesquisar”, afirma.
Fonte: ATN

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