O biscoito é pequeno, mas o gosto é imenso. Isso é o que dizem os tocantinenses sobre o biscoito que é a cara e a identidade do Tocantins: o Amor-Perfeito. Feito a base de polvilho, leite de coco, manteiga de leite e açúcar refinado, ele derrete na boca. O Amor-Perfeito ganhou fama e ultrapassou as fronteiras do município de Natividade, no sudeste do estado, sendo vendido em outros estados brasileiros.
Em Natividade, o biscoito artesanal é feito por Ana Benedita de Cerqueira e Silva, mais conhecida como tia Naninha, de 75 anos. Quem vai à cidade não resiste aos bolos feitos por ela, que
prendeu a arte com a mãe. "Naquela época os filhos eram criados ajudando os pais. E sempre ajudava a minha mãe a fazer o Amor-Perfeito."
Com a morte da mãe, tia Naninha continuou a fazer o biscoito para os festejos do Senhor do Bonfim e para as visitas que chegavam a sua casa. A produção aumentou e ela começou a vender. "Nunca tinha feito para vender. Aí começou a sair muito e passei a vender", diz.
Hoje é difícil resisitir aos biscoitos e café oferecidos pela doceira. "Vem muita gente de fora, que passa por aqui para comprar, aí eu ofereco um café e as pessoas gostam", conta Naninha.prendeu a arte com a mãe. "Naquela época os filhos eram criados ajudando os pais. E sempre ajudava a minha mãe a fazer o Amor-Perfeito."
Com a morte da mãe, tia Naninha continuou a fazer o biscoito para os festejos do Senhor do Bonfim e para as visitas que chegavam a sua casa. A produção aumentou e ela começou a vender. "Nunca tinha feito para vender. Aí começou a sair muito e passei a vender", diz.
Produção
Herança familiar, o biscoito ultrapassa as gerações. Atualmente, os filhos de tia Naninha estão à frente do negócio. A produção artesanal ganhou embalagens, que deram identidade ao produto, e entrou no mercado de outras cidades, como Gurupi, Miracema do Tocantins,Palmas, Goiânia e Brasília.Edital
Em 2011, com orientação técnica da representante da Associação Cultural de Natividade, Simone Camelo, a empresa foi contemplada nos Editais da Cultura do governo do estado, o que possibilitou o desenvolvimento de logomarca e embalagens que deram identidade ao produto. A empresa familiar também foi formalizada e a expectativa era de aumentar a produção, mas Lívia diz que há
dificuldades. "Temos vontade de aumentar a produção, mas não é fácil. Não dá para ficar informal e tem muitos encargos [com empresa formal]. O trabalho é manual e lento."
E sobre o aumento ou não da produção, tia Naninha é categórica. "Eu na verdade não sei não. É difícil mexer com funcionário. O que a gente pode produzir, a gente produz", ressalta.
Mesmo com uma produção ainda pequena, os biscoitos de Naninha conseguiram reunir a família. "Nós brigávamos para ela largar os biscoitos, porque ela era sozinha e é puxado. Ela não tinha tempo para dar atenção para os filhos", conta Lívia.dificuldades. "Temos vontade de aumentar a produção, mas não é fácil. Não dá para ficar informal e tem muitos encargos [com empresa formal]. O trabalho é manual e lento."
E sobre o aumento ou não da produção, tia Naninha é categórica. "Eu na verdade não sei não. É difícil mexer com funcionário. O que a gente pode produzir, a gente produz", ressalta.
Mesmo com a dificuldade com funcionários, tem àqueles que 'vestem a camisa', como Edivaldo. "Me sinto orgulhoso por fazer parte da linha de produção de um dos biscoitos mais famosos do Tocantins."
Com a família reunida, tia Naninha diz que não imaginava que um biscoito ficaria tão famoso. "Me sinto feliz porque me lembro da minha mãe", ressalta, dizendo que o segredo, ela não sabe bem qual é. "Às vezes fica mole, esfarela, outras vezes fica duro. Tem hora que não dá certo, não sei se é o povilho ou o forno". O que tia Naninha sabe mesmo é que, pode agradar as pessoas que chegam à sua casa, com café quente e os irresistíveis amores-perfeitos.
'via Blog this'

Postar um comentário
0Comentários