Livro reunindo roteiros de trabalhos na internet prova que não há limites para o sucesso da trupe
Quem se diverte com os vídeos do canal Porta dos Fundos na internet certamente já se perguntou: como os caras pensaram nisso? As respostas estão no livro “Porta dos Fundos” (Editora Sextante, R$ 50), que acaba de ser lançado. “O comediante deve estar 24 horas por dia atento a tudo ao seu redor. As ideias surgem do nada. Podem sair das situações mais engraçadas ou das mais esdrúxulas. O vídeo ‘Taxista’ surgiu de um momento em que eu estava num táxi no Rio”, conta Fábio Porchat. O ator, que vive o Júnior de “A Grande Família”, explica que muita gente também para os integrantes na rua para contar histórias engraçadas ou dar ideias de vídeos, mas eles não escutam. “Se ouvimos esses casos e depois temos alguma ideia parecida que vira vídeo, a pessoa pode dizer que roubamos sua história”, acredita. Idealizado por Porchat, Antonio Tabet, Gregório Duvivier, Ian SBF e João Vicente de Castro, o canal é fruto da contribuição do talento coletivo – e isso fica claro no livro. Porchat explica como a dinâmica funciona: “Temos uma reunião por semana para ler tudo o que foi escrito. São cinco pessoas decidindo o que está engraçado ou não. No mínimo quatro têm de gostar para aprovarmos o esquete. Não há problema em jogar nada no lixo!”. Com cada um dos integrantes dando dez entrevistas por dia, a rotina anda puxada. Mas eles encontram tempo para tocar, a todo vapor, os planos do primeiro filme da trupe, cujo roteiro está sendo escrito. “A empolgação é muito grande. Fizemos livro e agora queremos filme, DVD”, enumera Porchat, que comemora o fato de todos ganharem dinheiro fazendo graça: “Viver de humor no Brasil é melhor do que viver de humor no Afeganistão, imagino (risos). O brasileiro gosta de rir e valoriza quem o faz rir”.

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