Durante reunião com o presidente e o diretor técnico da Agetrans, Bruno Pereira Valente, a Promotora de Justiça pediu que a agência encaminhe, no prazo máximo de cinco dias, cópias dos laudos de engenharia sobre a situação da ponte, além da cópia do projeto da nova ponte a ser construída.
De acordo com Márcia, a medida se fez necessária devido à insegurança sentida pela população, causada pelas notícias publicadas nos últimos dias sobre o possível desabamento da ponte.
O assunto também foi questionado na Assembleia Legislativa. A deputada estadual Luana Ribeiro (PR) cobrou do Governo a reforma ou construção de uma nova ponte na TO - 255. De acordo com a parlamentar, construída em 1979, a obra está em condições precárias e oferece riscos. A republicana disse ainda, que a apreensão dos moradores se agravou esta semana por causa de uma foto compartilhada nas redes sociais, que mostra rachaduras e fissuras na estrutura da ponte. “Não podemos ignorar o problema. A preocupação é pertinente, pois a situação coloca em risco a vida de pessoas que trafegam pelo local”, destacou a deputada.
Segundo Otoniel Andrade, Prefeito de Porto Nacional, a situação é preocupante, mas o município não tem verba para a obra, cuja necessidade remonta há vários anos. O prefeito disse ainda que a própria Agetrans confirmou que o projeto da obra está pronto, mas faltaria dinheiro. Também deixou para a agência a responsabilidade de uma interdição, caso seja necessária e com base em laudos técnicos.
Ao MPE , o presidente da Agetrans garantiu que não existe possibilidade de desabamento. “Não há necessidade de interromper o trânsito na ponte. Não há riscos de desabamento”, garantiu. Ele também antecipou que até o próximo dia 15 deve ser publicado o edital de licitação para a construção da nova ponte. A expectativa de investimento é de R$ 110 milhões, com previsão de entrega no período de dois anos.
A ponte de Porto Nacional tem 900 metros de comprimento, 13 metros de largura, sendo 10 metros de pista de rolamento e 3 de pista para pedestre com 1,5m cada lado. Desde setembro, veículos transportadores de carga com Peso Bruto Total (PBT) ou Peso Bruto Total Combinado (PBTC) superior a 30 toneladas não trafegam mais no local.
Segundo o diagnóstico estrutural da ponte feito pela empresa Laboratório de Sistemas Estruturais , a estrutura da ponte estaria cedendo já que os problemas vão além da pista e atingem também os pilares.(Redação, com MPE)

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