Servidores voltam a reclamar de atraso no pagamento do retroativo dos 25%

MG MOREIRA
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Segundo o presidente, em 10 dias, um departamento do sindicato registrou 25 reclamações de servidores


O Sindicato dos Servidores Públicos no Estado do Tocantins (Sisepe) informou nesta segunda-feira, 16, que somente o departamento jurídico da entidade atendeu, em 10 dias (de 3 a 13 de setembro) 25 reclamações de servidores dando conta de atraso no pagamento, pelo governo do Estado, do valor equivalente ao acordo do retroativo do reajuste de 25%. O CT também recebeu nos últimos dias diversas reclamações quanto ao assunto. O atraso representa, para o Sisepe, o descumprimento da lei nº 2.163/2009, que trata das diferenças salariais decorrentes da aplicação do reajuste dos 25%, compreendidas entre 1º de janeiro de 2008 e 30 de setembro de 2009. “Esse é um governo que não gosta de cumprir seus compromissos. Todos os acordos que são feitos, ele descumpre. São muitos os servidores ligando. Esses 25 são os atendidos pelo jurídicos, mas há muitos outros que reclamam por outras vias, como e-mail, por exemplo”, criticou o presidente da entidade, Cleiton Pinheiro. Ele destacou que o atraso atinge aqueles servidores que optaram por receber o retroativo de forma parcelada, ou seja, que não fizeram negociação com instituições bancárias para compra do crédito. No acordo firmado entre governo e entidades classistas para pagamento do retroativo referente ao reajuste de 25%, não ficou estipulada uma data específica para que o dinheiro fosse depositado na conta do servidor, de forma que precisa apenas ser feito “dentro do mês”. “Há casos de servidores que estão com até três parcelas em atraso”, afirmou Pinheiro. Cleiton Pinheiro também pontuou que o acordo foi firmando dentro de uma demanda judicial em tramitação. “Estamos na justiça mas tem a morosidade e o fato dela sempre ficar ao lado do governo. O governo chegou a ser notificado pra prestar esclarecimento sobre os atraso”, disse o presidente, reclamando a Justiça deveria determinar o cumprimento do acordo e não notificar para mais explicações. Em julho, o portal publicou que o sindicato vinha recebendo reclamações constantes e diárias de servidores que não venderam o crédito do acordo dos 25% aos bancos.

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