Melo é acusado de envolvimento em um esquema que teria desviado pelo menos R$ 45 milhões em convênios. O superintendente estadual da FUNASA, Onofre Marques de Melo, foi afastado do cargo após suspeita de participação nos crimes. Ele foi levado para a delegacia da PF na capital e liberado após prestar depoimento
A operação, que conta com o apoio do Ministério Público Federal (MPF), acontece simultaneamente no Tocantins, Amapá, Minas Gerais, Pará e Distrito Federal.
De acordo com a PF, a investigação começou há cinco meses e apura o desvio de recursos públicos destinados à construção de sistemas de abastecimento de água, nos municípios de Laranjal do Jari (AP) e Oiapoque (AP).
Cerca de 120 policiais federais deram cumprimento a 12 mandados de prisão temporária, 7 conduções coercitivas e 19 mandados de busca e apreensão. No Tocantins, 30 policiais participaram dos trabalhos.
Como funcionava o esquema
A polícia informou que esquema criminoso contou com participação de políticos, empresários da construção civil, engenheiros e servidores públicos vinculados à prefeituras, à FUNASA do AP e à empresa responsável pela supervisão da execução dos empreendimentos (composta por “laranjas” em seu quadro societário) que deveriam fiscalizar as obras. A empresa, responsável pela supervisão de obras de saneamento básico nos estados do Amapá, Tocantins e Rondônia, foi contratada pela FUNASA por mais de R$ 7 milhões.
O valor desviado corresponde aos recursos pagos pelas Prefeituras de Laranjal do Jari (AP) e Oiapoque (AP) à empresa executora da obra sem a correspondente contraprestação dos serviços de engenharia contratados. Os envolvidos irão responder pelos crimes de peculato, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.
fonte rede/to

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