Um adolescente de apenas 13 anos, morreu na última sexta-feira, 13, na cidade de Nova Olinda, a aproximadamente 50 km de Araguaína. Revoltados com o fato, familiares procuraram o Portal O Norte para denunciar o caso, acusando o Hospital Municipal da cidade de agir com descaso no socorro do garoto.
De acordo com a mãe, Walix Santos Valadares que foi diagnosticado com sopro no coração, começou a passar mal na última terça-feira, 10, quando foi levado ao posto de saúde. No local, a enfermeira passou apenas um Paracetamol para aliviar as dores que ele sentia.
Na sexta-feira, dia 13, por volta das 9h30, Walix começou a passar mal novamente, e a mãe o levou até o Pronto Atendimento do hospital, para ser atendido logo. Assim que chegou na unidade, o menino foi atendido pelo médico José Carlos que solicitou um Raio-X da criança.
Após este primeiro atendimento, o médico foi para a Policlínica, que é o posto de saúde da cidade, onde estava atendendo e retornou para o hospital por volta das 11h30, foi quando analisou o Raio-X e encaminhou o menino para Araguaína. Segundo a mãe, o médico informou para ela que a válvula do coração estava desgastada e seria necessário um atendimento mais específico e adequado para a criança no município araguainense.
Dona Célia disse que a secretária da unidade falou para ela que poderia ir em casa se preparar para a viagem, enquanto a ambulância retornasse de Araguaína, pois tinha ido levar pacientes no município. Seguindo o conselho da secretária, a mãe foi para casa. Como a ambulância estava demorando e o menino passou mal novamente, a mãe levou a criança de novo para o pronto atendimento, no carro de um vizinho.
Assim que ela chegou ao Pronto Socorro, a secretaria informou para Célia que a ambulância tinha acabado de sair para ir buscá-los. Mas o menino passou mal novamente, desmaiou e não resistiu, falecendo na unidade. Depois que o menino morreu, a mãe ouviu de uma enfermeira da unidade que a ambulância do hospital estaria quebrada.
A Denúncia
Revoltada, a mãe se deslocou até a Delegacia de Polícia Civil para registrar uma ocorrência apontando omissão de socorro por parte da unidade hospitalar. Todos os fatos ditos anteriormente foram apresentados no depoimento da mãe, mas o que ela não sabia é que a denúncia poderia ser mais grave do que ela imaginava. Enquando Dona Célia estava na delegacia sua irmã, Luzia Alves dos Santos, teve informações de que na verdade a ambulância não estaria quebrada e sim em posse de um técnico em enfermagem que estava com o veículo, dando suporte a uma festa da Saúde que aconteceria no fim de semana. “Meu sobrinho morreu por conta do descaso do hospital, que ao invés de ter uma ambulância disponível para atender os pacientes estava sendo usada para coisas que não tem nada a ver”.
A tia do garoto afirmou que procurou a Delegacia da Polícia Civil para registrar esses novos fatos, mas o delegado estava em Colinas. Apesar disso, Dona Luzia garantiu que os familiares não vão deixar passar em branco a morte do menino e vão procurar o Ministério Público Estadual (MPE) para tomar as devidas providências.
fonte: Portal O Norte


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