topless coletivo na praia de Ipanema, Rio de Janeiro

MG MOREIRA
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A manifestação a favor do direito de fazer topless, marcada nas redes sociais para as 10 horas deste sábado (21), teve um baixo quórum de participantes. A grande concentração na praia de Ipanema, Rio de Janeiro, foi mesmo de muitos fotógrafos e curiosos.

O "Toplessaço", protesto convocado em uma rede social para um topless coletivo na praia de Ipanema, cidade do Rio de Janeiro (RJ), tem a proposta do encontro de promover um debate sobre a não-criminalização da nudez feminina

Os manifestantes pedem o "fim da repressão policial sobre os corpos".
 O Toplessaço é ligado ao movimento Marcha das Vadias, que criou polêmica em julho quando ativistas fizeram topless durante um evento da Jornada Mundial da Juventude, na praia de Copacabana, zona sul do Rio. Na ocasião, manifestantes quebraram santas e foram reprimidos por católicos, que lotavam o local.
As organizadoras planejaram para este sábado um ato descentralizado, acontecendo simultaneamente em vários pontos da praia de Ipanema. Elas também esperam que banhistas de outras praias do Rio e do Brasil participem. Destaque do movimento foi a pensionista Olga Solon, de 73 anos, que soube do protesto pela mídia e resolveu apoiar. Olga posou para fotos sem blusa acompanhada pelo marido francês, mas logo colocou a roupa. Os dois moram há quatro anos no Arquipélago de Açores, em Portugal, e estão na cidade para as festas de fim de ano. Olga disse estar acostumada com o topless na Europa.
— Só acho que as minhas filhas [de 51 e 53 anos] não vão gostar muito quando virem as fotos. Elas são um pouquinho conservadoras. O suposto protesto também teve a adesão de homens, que pintaram os corpos. Rennan Carmo, de 18 anos, pegou o biquíni da mãe e, junto com um amigo, vestiu a parte de cima. — Na nossa sociedade atual topless não é normal, como a gente esta vendo aqui. O evento teve mais de 8 mil adesões em página criada no Facebook convocando ao protesto, no primeiro dia do verão, que começa oficialmente hoje às 15h11. O movimento foi criado em reação a um episódio ocorrido no Arpoador, onde guardas repreenderam a atriz Cristina Flores por posar sem blusa para um catálogo de uma peça de teatro e foi obrigada a vestir a blusa.

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