João Neder deixou a esposa, Beatriz Neder; o filho, Alex Neder; os netos, Ana Carolina e Alex e a nora, Graziela.
Em entrevista à equipe do DM.com.br, o filho de João Neder, Alex Neder, lembra que o pai conduziu a vida de uma forma que se tornou um grande exemplo a ser seguido.
"Em nome da minha família, quero dizer que meu pai, João Neder, sempre foi um grande exemplo de vida, uma pessoa de muita garra e de muita fibra. Apesar da dor da perda, quero dizer neste momento que foi um privilégio muito grande ter tido ele como meu pai. João Neder deixa um legado de integridade e de bons exemplos para nós.", disse Alex Neder.
O sepultamento do corpo de João Neder ocorre amanhã, às 19h, no cemitério Jardim das Palmeiras.
Conheça algumas das importantes contribuições de João Neder para a sociedade, principalmente, a sociedade acadêmica. Fundador da UFG João Neder esteve empanhado em campanhas para convencer a população do Estado, estudantes e autoridades políticas que a criação da UFG era necessária. Em 1960, ainda um estudante de direito, Neder foi orador da Frente Pró-Universidade Federal, que logo depois culminou na criação da instituição. Mas não foi fácil. Nesse ano, Neder atuava como membro de uma comissão formada por 40 pessoas, dentre elas, estudantes e professores de Engenharia, Direito, Farmácia e Odontologia, da antiga Escola do Brasil Central. Agenda com JK A comissão dos estudantes goianos conseguiu agendar encontro com o presidente JK, em Brasília, para o dia 6 de setembro, véspera do primeiro desfile da Pátria na nova Capital. Após jantarem com o presidente, todos se reuniram na biblioteca do Palácio da Alvorada e debateram estratégias para criação da Universidade Federal de Goiás. Naquela época, JK ficou receoso de entrar em conflito com o clero goiano, que a havia criado a Universidade Católica, em 1959. O receio se deu por conta da diluição das verbas entre duas instituições de grande porte. Mas poucos dias depois, JK determinou a criação do Universidade Federal de Goiás. Reconhecimento da UFG Meio século depois, já em 2011, João Neder concedeu entrevista para o site da UFG e não escondeu amarguras sobre a falta de reconhecimento da Universidade, em relação ao trabalho que desempenhou na fundação e pelo que sofreu posteriormente. Neder chegou a ocupar o cargo de vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) para lutar pela UFG, mas acabou marcado pelo Golpe de 1964. Ele respondeu a três inquéritos policiais militares e ficou seis anos sem poder trabalhar. No entanto, no ano passado, o reconhecimento chegou. O promotor de Justiça aposentado, João Neder, recebeu a Medalha de Honra da Universidade Federal de Goiás (UFG), entregue pelo então reitor da UFG, Edward Madureira Brasil, recebido no dia 29 de novembro de 2013.

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