Declarações de homem bomba podem dar novos rumos nas eleições

MG MOREIRA
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O ex-diretor da Petrobrás Paulo Eduardo Costa, preso desde junho por ocultar provas de um esquema de lavagem de dinheiro desviado da estatal. Parece mesmo disposto contar tudo que sabe, em troca do benefício da delação premiada. Paulo Roberto foi diretor da empresa de 2004 a 2012. O detido é acusado de intermediar propina entre políticos. O ex-gestor contou a Polícia Federal que dezenas de políticos do país se beneficiaram do esquema. Até agora 12 nomes de peso “vazaram” para a imprensa. Foram citados os governadores Sérgio Cabral (PMDB-RJ) e Roseana Sarney (PMDB-MA), do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB-PE), dos deputados federais Cândido Vaccarezza (PT-SP), João Pizzolati (PP-SC), Henrique Alves (PMDB-RS), dos senadores Ciro Nogueira (PP-PI), Romero Juca (PMDB-RR), Renan Calheiros (PMDB-AL). Ainda fazem parte do lista o Ministro das Minas e Energia Edson Lobão (PMDB-MA), ex-Ministro das Cidades Mário Negromonte (PP) e do tesoureiro do PT João Vaccari Neto. Políticos de vários estados estão com insônia constante, o ex-diretor da estatal teria dado indícios que os nomes citados seriam apenas a “ponta do iceberg”. Uma lista ainda não oficial relata o envolvimento de 12 senadores e 49 deputados federais. Em pouco mais de 24 horas, lideranças petistas convocaram diversas reuniões para tentar medir o tamanho do estrago na campanha reeleição da presidente Dilma Rousseff. A oposição solta gritos tímidos, o medo é de que nomes da alta cúpula anti-governo possam aparecer nos próximos dias.
por Redação em Notícias > Agência Brasil 

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