Testemunhas depõem em audiência sobre morte da jovem Kely Moreira

MG MOREIRA
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A segunda audiência sobre a morte da estudante Kely Moreira de Castro, de 19 anos, foi realizada no Fórum de Porto Nacional, nesta terça-feira (23). Ela foi encontrada morta em abril deste ano após enviar uma mensagem de "socorro" para o celular do pai. No total, 14 testemunhas de defesa e cinco de acusação foram ouvidas no processo. Três homens estão presos acusados do crime. O juiz tem 30 dias para decidir se o caso vai a júri popular. Três acusados pela promotoria de praticar o crime estão presos e também foram ouvidos na tarde desta terça-feira. São eles: o pedreiro Josimar de Souza Brito, conhecido como Mazinho e os irmãos Wanderley Brito Souza e Waldisney Brito Souza. Para o promotor público Abel Andrade Leal Júnior não há dúvidas de que os três cometeram o crime. "Uma testemunha ocular assistiu a execução do crime pelo acusado Josimar, inclusive mencionou a participação dos outros dois acusados, inclusive informando que aquele crime estava sendo praticado por causa do relacionamento da vítima com o acusado Waldisney". A defesa alega que não há provas. "O que se nota é que as provas são muito inconsistentes, se colheu apenas um depoimento de uma adolescente que primeiro deu uma versão dos fatos, depois deu uma versão completamente diferente e hoje o delegado me informou que a polícia não teve mais nenhuma linha de investigação", disse o advogado do acusado Waldisney, Pedro Biazotto. "A polícia, infelizmente, não fez nenhuma investigação complementar, não tem um relatório policial, não se explica, nem o delegado que veio aqui se explicou como se chegou a esta testemunha", defendeu o advogado dos outros dois acusados, Otacílio Ribeiro. Entenda A jovem Kely desapareceu no dia 23 de abril quando saiu de casa pela manhã para cobrar uma dívida. Na época, a mãe dela, a dona de casa Esmeralda Moreira dos Santos, contou que após sair de casa a jovem ligou e disse que tinha encontrado um homem que iria arrumar um trabalho de babá para ela. Depois disso, ela não foi mais encontrada. A mãe relatou também que Kely enviou uma mensagem de 'socorro' para o aparelho celular do pai. O corpo dela foi encontrado dois dias depois em um local de difícil acesso, em Porto Nacional, com as mãos e os pés amarrados com cadarço.
ENTENDA O CASO

Polícia prende mais um homem acusado de envolvimento na morte de jovem Kely

Kely, que era revendedora de produtos de beleza, sumiu no dia 23 de abril após sair de casa para receber o pagamento de um cliente. Antes de ser executada, ela mandou uma mensagem de celular para o pai pedindo socorro. O corpo foi encontrado três dias depois do desaparecimento com as mãos e os pés amarrados com um cadarço, dentro do córrego Francisquinha, em Porto Nacional.
 (Fonte: G1/ TO)

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