O Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal no Estado (Sintsep) do Tocantins publicou nota nesta quarta-feira, 03, onde alerta para a escalada dos conflitos agrários no Estado do Tocantins, conforme relatórios independentes da Comissão Pastoral da Terra (CPT) de Araguaína.
De acordo com levantamento da CPT, em 2013, houve um aumento de 61% nos conflitos por terra, envolvendo o quantitativo de 3.682 famílias. Foi constatado, ainda, que 625 famílias vivenciaram o drama de serem despejadas das terras que ocupavam, por força de decisões judiciais. O dado, segundo a comissão, indica a importância de defesa técnica praticada por advogados e defensores públicos do Estado do Tocantins às famílias carentes do campo.
Na nota, o Sintsep repudia as ameaças que vem sofrendo o advogado defensor dos direitos humanos, Silvano Lima Rezende, por parte de supostos pistoleiros que rondam as comunidades rurais situadas na Gleba Anajá, município de Palmeirante e Colinas.
De acordo com o sindicato, a região já foi palco de diversos conflitos envolvendo comunidades tradicionais, acampados, assentados e grileiros, tendo, inclusive, sido objeto de investigações da Polícia Federal.
Ainda segundo a entidade, a grilagem de terras e a violência institucional dentro das glebas da região (entre elas Glebas Tauá, Anajá, Tupirama, Boa Esperança, Barriguda, Campo Lindos) demandam imediata atuação das instituições públicas responsáveis.
O Sintsep reivindica maior eficiência dos órgãos fundiários federais e estaduais na resolução dos conflitos agrários e pede às autoridades da Segurança Pública, da Defensoria Pública do Estado, Ministério Público Estadual e Federal e da Ouvidoria Agrária Nacional, que busquem atuar na garantia da Dignidade Pessoa Humana a todos que demandam e militam pela Reforma Agrária no Estado do Tocantins.
Da Ascom/SINTSEP-TO

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