Laudo foi encomendado pela família de Odilaine Uglione
Odilaine morreu 72 horas antes do momento de assinar o divórcio, em 2010. Ela era casada com o médico Leandro Boldrini, que agora está preso por suspeita de envolvimento na morte do filho, Bernardo. Conforme o acordo que seria assinado, Odilaine deveria receber R$ 1,5 milhão e uma pensão mensal de R$ 10 mil.
A Polícia Civil investigou o caso e concluiu que ela cometeu suicídio, com um tiro na boca, dentro do consultório do marido. Pelo menos cinco pessoas aguardavam consulta quando viram um estouro e o médico sair correndo da sala, apavorado. Ele sustenta que a mulher se matou.
Inconformada, a família de Odilaine desconfia que ela foi morta — ou pelo médico Leandro, ou por alguém que entrou no consultório dele. Um dos indícios seriam lesões (arranhões, equimoses) que a mulher apresentava no braço direito. Agora a perícia particular, feita pelo perito Sérgio Saldiaz aponta outra contradição: pelo estudo da trajetória da bala (que entrou pela boca da vítima), o disparo teria sido feito por outra pessoa, que não a vítima. Contribui também o fato de não existir pólvora na mão direita de Odilaine, que era destra.
Ele ressalta que uma gase estava sobre o cabo do revólver que disparou, "como se alguém quisesse disfarçar impressões digitais".
Taborda pretende pedir ainda esta semana, mais uma vez, a reabertura do caso. Serão dois pedidos: um à Chefia de Polícia Civil e outro ao TJ. Ao juiz local ele pediu uma vez, foi negado, agora ele quer pedir direto no TJ (com os novos indícios).

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