Travestis são obrigadas a votar com identidade masculina

MG MOREIRA
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Legislação brasileira já permite que cidadãos usem nomes sociais em documentos, mas processo é dificultoso

Lavar o longo cabelo loiro, passar batom, rímel e o que mais uma maquiagem pede. Vestir um vestido, uma sandália e ir cumprir a obrigação de eleitor em um domingo qualquer. Essa é a rotina de Bernardo Vitor Mota Campelo, nome como a atriz e maquiadora Alicia Pietá é cadastrada no Superior Tribunal Eleitoral.

O nome é o mesmo registrado no CPF, RG, certidão de nascimento entre tantos outros documentos obrigatórios. A situação vivida por Alicia durante as eleições é uma mostra do que passa diariamente uma parcela da sociedade que não se reconhece com o gênero ou a identidade sexual de nascença.

“Já me disseram: ‘Pode ir, Senhor Bernardo’. Não é uma coisa que eu ache legal”, conta ela sobre o tratamento usado por alguns mesários. No primeiro e segundo turno de 2014 Alicia conta que não sofreu nenhum constrangimento por conta dos servidores eleitorais, mas que os olhares atravessados de outros eleitores ainda são corriqueiros.

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