O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupou neste sábado uma fazenda de cultivo de milho no interior do Rio Grande do Sul em protesto contra a eventual nomeação da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) para o Ministério da Agricultura. A indicação da senadora, ligada à Confederação Nacional da Agricultura (CNA), foi repudiada por movimentos sociais e por setores mais à esquerda do partido da presidente Dilma Rousseff, o PT.
Em nota, a entidade considerou o ato um “recado” à possível ministra. Ruralista, Kátia Abreu foi chamada por dirigentes do MST de “símbolo do agronegócio” e a fazenda ocupada teria sido escolhida por causa do uso de sementes transgênicas. O protesto durou poucas horas e, segundo a Polícia Rodoviária, transcorreu sem conflito e foi acompanhado por viaturas policiais. Os jovens derrubaram uma cerca para entrar na fazenda e, diante da sede, fizeram um discurso contra o agronegócio, a cultura de transgênicos e a indicação da senadora para o governo.
Ainda não oficializada, a nomeação da senadora não foi bem recebida nem mesmo por setores de seu partido, o PMDB, já que ela ingressou na legenda há pouco tempo, oriunda do PSD. Antes, fora filiada ao DEM. Dentro do PT, principalmente nas alas à esquerda do partido, a possível nomeação também virou alvo de crítica. Neste sábado, o MST informou que o protesto na fazenda de Palmeira das Missões seria o primeiro ato contra a senadora. No título do texto do movimento, uma ironia: “Bem-vinda, Kátia Abreu”.
O GLOBO


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