Segundo o boletim de ocorrência, a mãe da criança ligou no telefone 190 e informou que a filha possivelmente havia sido estuprada pelo vizinho. As viaturas da Polícia Militar foram até a casa da solicitante e ela informou que a filha dela é amiga da filha do ex-prefeito Júlio Elias e que costumeiramente as duas brincavam na casa dele, situada no Bairro São Francisco.
Nesta tarde, quando o pai foi buscar a menina, ela chegou chorando em casa e disse que foi obrigada a colocar a boca no órgão genital de Júlio Elias. Segundo a menina, o suspeito aproveitou que a filha tinha ido à cozinha para buscar um lápis e insistiu duas vezes para que ela cometesse o ato obsceno. A menina também disse que comentou o ocorrido com a filha dele, também de sete anos, que disse que também sofre abuso do pai da mesma forma.
Diante da denúncia, os policiais foram até a casa de Júlio Elias, onde realizaram a prisão. O ex-prefeito se entregou aos policiais e negou os fatos ocorridos. Ele disse que é amigos dos pais da menina e que pela manhã chegou a consumir bebida alcóolica com eles, juntamente com a própria esposa. Júlio informou também no depoimento de durante a tarde ficou em casa de cueca e roupão e viu a criança em outro quarto, sem ter nenhum contato com ela. O ex-prefeito também afirmou que as acusações devem ser por questões políticas dos pais e que a menina deve ter ficado com raiva porque ele não deixou ela levar brinquedos da filha dele para casa dela.
Após colher o depoimento dos envolvidos, a delegada de plantão, Laís Veiga Caetano, disse que a vítima é uma criança bem inteligente e que o depoimento dela foi o suficiente para ratificar a prisão em flagrante e encaminhá-lo ao presídio. Júlio Elias foi autuado pelo crime de estupro de vulnerável. “Neste caso não aconteceu a relação sexual, foi um ato libidinoso diverso da conjunção carnal, mas de acordo com a nova redação do código, o ato se enquadra no crime de estupro de vulnerável”, finalizou.

Postar um comentário
0Comentários