Pacientes contraem infecção hospitalar em UTI de hospital público do TO: servidores denunciam caos
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10:34:00
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Os serviços de saúde da rede pública do Tocantins continuam sendo alvo de queixas por partes dos usuários e profissionais da saúde. Na semana passada, as reclamações principais eram por conta da deficiência no fornecimento de medicamentos para os hospitais e do atraso na realização de cirurgias eletivas por causa da falta de material. Até um protesto foi realizado em frente ao Hospital Regional Público de Araguaína (HRPA).
Neste fim de semana, funcionários do Hospital Geral Público de Palmas (HGPP) divulgaram uma lista com o nome de nove pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) que estão infectados por bactérias. "Os pacientes que deveriam estar isolados, dado a gravidade do seu quadro clínico, dividem o mesmo espaço com outros doentes. É um verdadeiro caos", contou um funcionário que preferiu não se identificar.
Outra queixa dos servidores que trabalham no HGPP é a falta de insumos hospitalares, como máscaras, luvas, soro fisiológico, seringas. "Estamos trabalhando sem nenhuma proteção. O risco de ser contaminado por alguma destas bactérias é grande e o jeito é trazer de casa a própria máscara de proteção. Eu tenho feito isso enquanto o problema não é resolvido", afirmou um enfermeiro da unidade, que declara que a situação se repete nos principais hospitais do estado.
De acordo com os servidores, apenas três pacientes internados na UTI com sintomas de contaminação estão recebendo a medicamentos para o controle das bactérias. O tratamento teria sido fornecido porque os familiares dos pacientes ingressaram na justiça.
Para a Secretária Estadual de Saúde, Vanda Paiva, os problemas no abastecimento já foram resolvidos. Ela afirmou que embora não tenha sido realizada licitação para a compra de todos os materiais, muitos foram comprados em urgência para normalizar o fornecimento aos hospitais. "Às vezes falta um ou dois dias mas o abastecimento é reposto normalmente", declarou.
A alegação de Paiva foi questionada pelo defensor Arthur Pádua, que afirmou que a Defensoria Pública deve ingressar em breve com uma medida judicial para garantir o atendimento aos pacientes que dependem da rede pública de saúde no Tocantins.
Segundo Pádua, a situação é tão delicada que há casos de pessoas que tiveram que comprar medicação na farmácia e levar para o familiar que está internado.
Vanda Paiva é investigada pelo Ministério Público Estadual (MPE) por ato de improbidade administrativa. A secretária teria descumprido decisão liminar que garantia tratamento médico para a paciente Celeni Celestino Silva, de 29 anos, que corre o risco de perder o braço direito.
Fonte: REDETO 'via Blog this'

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