Em assembleia realizada dia 13 foi aprovada por unanimidade greve a partir da próxima quinta-feira (19). A paralisação segue em grande parte do país e deverá atingir todas as agências bancárias. Segundo o presidente do sindicato de Marília, Edilson Julian, o movimento será por tempo indeterminado. A situação somente poderá ser revertida caso a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) apresente uma nova proposta.
A categoria pede 11,93% de reajuste salarial (5% de aumento real) e piso salarial de R$ 2.860,21 (atualmente, o piso inicial é de R$ 1.519,00). Outra reivindicação é a PLR (Participação nos Lucros e Resultados). O repasse deverá ser formado por três salários, acrescido de um valor fixo equivalente a R$ 5.553,15. Outra reivindicação é o fim das demissões no setor, além de melhores condições de trabalho e fim das metas abusivas.
“Tentamos várias rodadas de negociações e nenhuma terminou com acordo. A data-base da categoria é 1º de setembro, por isso optamos pela paralisação. Infelizmente há sete anos precisamos optar por greve para conquistar reajuste salarial. Esperamos que o movimento seja intenso e com grande adesão de todas as agências, assim conseguiremos ter sucesso nas nossas reivindicações o mais rápido, sem causar muitos prejuízos à população”.
A última tentativa de acordo aconteceu no último dia 6, quando foi apresentada proposta de 6,1% da patronal e rejeitada pelos representantes sindicais. “Esta proposta apresentada pela patronal é inviável, pois só cobre a inflação, não tem nada de aumento real. Por isso a tendência é que os trabalhadores aprovem a greve. A Fenaban não quis agendar nova rodada de negociação”, acrescenta Julian.
No ano passado, a greve dos bancários durou cerca de uma semana. Na ocasião a categoria conquistou aumento de 7,5%, dos 10% que eram reivindicados. Já em 2011, a categoria permaneceu em greve durante 21 dias e conquistou reajuste de 9%.
Com a greve, apenas o serviço de compensação é considerado essencial. O autoatendimento funcionará normalmente.

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