Um caso inusitado de falta de atendimento médico ganhou a atenção dos moradores da cidade de Pedro Afonso. A funcionária pública Silvanete Carneiro Dias de Sousa, de 25 anos, está revoltada com a postura do profissional que estava de plantão na última quinta-feira, 12, no Hospital Regional do município. As informações são do site "É Notícia".
A servidora, que está grávida, contou que procurou o hospital depois de sentir fortes dores de cabeça, náuseas e tontura, mas não foi atendida por Edilson Pereira. O médico teria dito para Silvanete procurar uma Unidade de Saúde para realizar o pré-natal.
“Ele disse com todas as letras na minha frente e na da enfermeira: Ela tá morrendo? O bebê já está nascendo? Só atendo emergência se ela quiser ser atendida que procure uma unidade de saúde e faça o pré-natal corretamente”, afirmou a jovem.
Segundo a servidora, o médico se recusou a atendê-la porque estava jogando baralho no computador e teria ficado bravo ao ser interrompido.
Inconformada com a situação, Silvanete procurou o Ministério Público Estadual (MPE), que entrou em contato com a direção do Hospital e solicitou que a paciente fosse atendida. “Eu já estava em casa com muita dor quando a funcionária do Ministério Público me ligou mandando procurar novamente o Hospital que o médico iria me atender”, declarou a jovem.
Dessa vez, Silvanete foi atendida por Edson, que receitou dipirona para a jovem. “Ele nem avaliou meu estado de saúde e já queria que eu tomasse dipirona. O pior é que sou alérgica a dipirona e nem esse cuidado de perguntar ele teve”, contou a servidora, que, após reclamar, acabou sendo avaliada por outro profissional, que fez a avaliação.
O médico citado na denúncia foi procurado pela imprensa, mas não quis comentar o assunto. A direção do hospital também não se pronunciou sobre o caso. O espaço está aberto para esclarecimentos.

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