Almerinda mora em Porto Nacional e nunca desistiu de encontrar o irmão.
Ansiedade e nervosismo antecederam o momento do encontro dos dois.
Não consegui dormir. A ansiedade é tão grande que você fica tensa, elétrica. Mas é uma emoção
boa." A frase é de uma moradora de Porto Nacional (TO) que estava prestes a encontrar o irmão que não via há 52 anos. A empregada doméstica Almerinda Dias Ribeiro, não conseguia segurar o nervosismo antes de ir para a rodoviária buscar o irmão. Mesmo coisas simples, como encontrar um objeto dentro da bolsa, parecia difícil.
A procura pelo irmão durou alguns anos. Segundo ela, desde que soube da separação dos pais, decidiu que o encontraria. "Meu pai disse: a gente se separou. Você tem um irmão mais velho. Aí falei que quando eu crescesse e ficasse de maior iria procurar minha mãe e meu irmão. E mantive isso na minha mente", conta.
Em 19 de novembro deste ano Almerinda teve uma surpresa. "Meu celular tocou e quando atendi era a esposa dele que disse: 'peraí' que tem uma pessoa que quer falar com você. Perguntei quem era. Aí ouvi: maninha aqui é seu irmão Juraci. Parei até de respirar, não sabia se era verdade.", descreve.
Fechar a porta de casa teve um significado especial: realizar o sonho de encontrar o irmão. Os mais de 60 km que separam o distrito de Luzimangues do centro de Porto Nacional pareciam não ter fim. Mas o momento tão esperado já estava próximo.
Ao chegar na rodoviária, vendo o irmão descer a rampa com a mulher dele, Almerinda não conteve o choro. O abraço sincero de quem não se vê há tantos anos, resume um pouco da emoção. E entre as lágrimas, tudo o que a empregada doméstica conseguia fazer era agradecer pelo encontro. "Meu maninho. Obrigada Jesus."

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