A escultora e artista gráfica, de 42 anos, permaneceu presa por 21 dias antes de ser acusada formalmente, já que no Japão a prisão preventiva pode durar até 23 dias, informou nesta quinta-feira o site do jornal "Asahi".
O código penal japonês proíbe a distribuição de materiais "obscenos", mas não inclui uma definição exata dessa categoria.
Na prática, as reproduções de órgãos sexuais que aparecem em meios audiovisuais e impressos - por exemplo, na indústria pornográfica - são censuradas para evitar problemas legais.
Megumi, que dedicou parte importante de sua carreira a acabar com o que ela considera um tabu em torno dos genitais femininos no Japão, garantiu que vai provar diante dos tribunais que seu trabalho "não é obsceno".
| BBC | ||
| A artista Megumi Igarashi tira foto em 3D de sua vagina |
Mais de 10 mil pessoas já participaram de um abaixo assinado virtual no site "Change.org" pedindo a libertação da escultora.
Megumi foi notícia na imprensa mundial quando passou uma semana na prisão em julho por ter fornecido informações digitais que serviriam para recriar seus genitais com uma impressora 3D.
A artista foi depois libertada, mas com a condição de que teria que destruir as informações que tinha distribuído e as obras modeladas com o formato de sua vagina.

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